Já imaginou que um simples resfriado pode, na verdade, ser um sinal de alerta para algo bem mais sério? Em 2025, o Brasil está enfrentando um cenário preocupante: a influenza A está por trás de 74 por cento das mortes por Síndrome Respiratória Aguda Grave, a famosa SRAG.
E não é só um pico de gripe como outro qualquer. Segundo o InfoGripe, boletim da Fiocruz, os casos estão se espalhando com força em pelo menos seis estados brasileiros, como Alagoas, Mato Grosso, Paraná e Roraima. A situação é ainda mais delicada entre crianças pequenas, que estão sendo duramente atingidas pelo vírus sincicial respiratório, o VSR.
O que está acontecendo com o vírus da gripe?
A influenza A, que já lidera o número de hospitalizações e mortes em 2025, está em alta principalmente entre idosos e adultos com saúde mais vulnerável. E mesmo em estados onde os números começaram a cair, os especialistas são claros: ainda não é hora de relaxar.
Ao todo, já foram mais de 119 mil casos notificados de SRAG este ano. Desses, 52 por cento tiveram resultado positivo para algum vírus respiratório — e a maioria é justamente a gripe do tipo A.
Os vilões invisíveis da temporada
Além da influenza A, o Brasil enfrenta uma mistura viral potente:
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45 por cento dos casos estão ligados ao VSR
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22 por cento ao rinovírus (o resfriado comum)
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8 por cento ainda são por Covid-19
Mas a maior ameaça do momento, sem dúvida, é a gripe.
Quem ainda não se vacinou, corre!
A vacina contra a gripe é gratuita no SUS e protege contra os três principais tipos de vírus da influenza: H1N1, H3N2 e tipo B. Mesmo quem já ficou gripado este ano pode e deve se vacinar, porque pegar gripe não garante imunidade completa.
Ah, e vale lembrar: se estiver com sintomas gripais, use máscara, evite aglomerações e redobre os cuidados com a higiene. A gripe pode ser bem mais séria do que parece.
